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Soneto de divina luz

written by: Léa Ferro

@leaferro

 

Sorrisos teus, tu vistosa: - Oh madrugada!
Suaviza, serena tez, a contorcida
Engana alguma vez, a dor que o mata
Ciúme, pranto e verso, na ferida!

Sofrem, as densas horas, que o mar escapa
Umedece o campo verde, em desalento
Sangra a lágrima cortante, vil como a faca
Precisos laços, que mantém, mortal ao tempo.

Chororos versos, inocência infame a suspirar
Enfeitiçam-me, no inferno, em tormento
Se tu me és fado: - Que tu ames! ...eu sou luar.

Se és poema, envolve n'alma, o sofrimento
E vestes-te, de nevoeiro, no algoz amar
A trazer-me, divina luz, morte e lamento.

Léa Ferro

Léa Ferro

Léa Ferro - 1978. SP/Brasil.É Membro Imortal Correspondente da Academia Luminescência Brasileira/Araraquara/SP, e Embaixadora e Comendadora Imortal da Academia de Letras, Artes e Cultura/Casimiro de Abreu/Embaixada da Poesia/RJ. É autora do livro de Poesias Sortimentos: Prosa & Poesia, da Darda Editora. Participou de Coletâneas pelas editoras Illuminare, Dardae Futurama.
Léa Ferro

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