Odisseia, a poem by Vítor Souza at Spillwords.com

Odisseia

Odisseia

written by: Vítor Souza

 

Recuso tal mentira,
a coisa qualquer
de qualquer coisa.

E assim serei mito!
Sou nada ao tudo
de nada.
Talvez.

Quadro duma tal
estátua,
mármore de tamanha
vida,
quero estar sempre ali.

Pensar numa vida azul aos
gritos, num
século XIII a.C. qualquer.

Fugir daquele escuro,
estar sempre aos olhos
da mente.

Sair da mente e ser real.

Buscar viver — numa
tormenta, ser um heroi
cujos grandes feitos
prendem-se ao povo.

Ser um hino de
alguma coluna romana,
ou o piso triunfal de
uma lança grega.
Queria ser eu —
ah,
este tal de
Ulisses.

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